sábado, 24 de março de 2018

Reflexões pós Vipassana II

e teve um dia que eu chorei
de repente, sem aviso

após uma meditação com dificuldade e uma orientação sobre a técnica,
eu chorei.
eu observei e senti que parte da minha mente não queria crescer, continuava imatura e teimosa,
era malvada e me boicotava.

parte que não queria deixar fluir e me pregava peças;
que queria domínio e controle.

parte que tem medo de crescer e de ser livre.
 e eu deixei fluir
abracei a criança.

e mais uma dificuldade tinha sido observada e atravessada

...impermanência...

Guarujá - SP 2018

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Reflexões pós Vipassana 1

algumas sabedorias nos mostram que muitas vezes antes de julgar, apontar, afirmar, é necessário olhar pra dentro, melhorar por dentro, emanar
por onde olhar verás sofrimento, muitas vezes onde acha que só tem sofrimento se vê arte, resistência e alegria e onde supostamente é fácil ser alegre se vê sofrimento, hipocrisia, egoísmo
as ciências modernas ocidentais nos culpam, mas não nos tornam responsáveis por nós mesmxs e aí a resposta vem de fora, de um saber que você (às vezes) entende, intelectualiza mas não sente, não tem a experiência dentro da moldura de seu próprio corpo e nem nos níveis mais profundos da mente e aí lá se vai tanto discurso ladeira abaixo
sofrimento após sofrimento, infindáveis ciclos de sofrimento...

Reflexões pós Vipassana



Caeté - MG 



 Belo Horizonte - Lagoa da Pampulha




segunda-feira, 6 de março de 2017

Litoral sul de Santa Catarina e difíceis ressignificações


Quantas “poesias” ainda vou ter que escrever?
Quantas forem necessárias.
Eternas?
Todas elas.
Vai continuar carregando todos eles?
Sim.
Me cabe.
Aqui cabe.

Refiz alguns passos, o aeroporto, a rodoviária, olhei cada parada da BR 101,
Praia de Cima, Praia de Fora, Praia do Sonho, Aririu.
Montanha Encantada e tantos sonhos como sempre, tantas conexões transcendentais e tantas memórias.
Fiquei horas na Guarda do Embaú e lembrei o momento que Urano foi falado e começou a agir.
Sim, não era o tempo,
não seria possível, busco aceitar,
estranha sensação permanece...
Não fui na beira da Lagoa da Conceição, preferi ficar mais na praia mesmo.
Aquelas palavras ditas lá eram minhas.
Queria eu que fossem nossas.
Mas não eram.
E dessa vez não voltei chorando, mas sim ainda sem entender.
E que eu não tente mais,
Urano não vai ser assim compreensível às racionalidades.
Sigo, caminho, entrego ao Universo.
Não começou nessa afinal e temos tantas outras...


 Montanha Encantada - Garopaba SC
  Montanha Encantada - Garopaba SC
 Vista da Pedra Branca - Garopaba SC
 Vista Praia da Ferrugem e Lagoa de Garopaba
 Flor de Lótus nascendo - Montanha Encantada


 Montanha Encantada
 Pedalada pra Praia da Ferrugem - Garopaba
 Lagoa de Garopaba
 Praia da Ferrugem
 Vista de Garopaba - Morro da Silveira
 Praia da Silveira e dog caiçara
 Praia da Silveira - a mais tranquila de Garopaba
 Guarda do Embaú - Palhoça SC
  Guarda do Embaú - Palhoça SC
 Cachoeira do Siriú

 Praia de Garopaba - escadaria
 Praia do Siriú

Garopaba

terça-feira, 15 de novembro de 2016

sob inspirações de lua cheia e retidão sobre o amor (mas poderia ser de qualquer outra coisa)



Não que eu não sinta
Ou que ainda não me perca

A memória invade a mente
leva quase à retina a imagem da linda cara
ao olfato o cheiro
e ao tato o beijo
o encanto do jeito de moleque não macho.
Os sentidos invadem
Me perco me acho.

não transfiro e guardo
não mato
não morro
renasço
entrego

e a dúvida vem: mas será que...
agita a mente
deixo fluir...
Entender o que?
A aprisionadora inocência do controle...

Entrego
Me trouxe o novo e o novo será sempre bem vindo
Tenho espaço
- Entre.


Mosteiro de São Bento - Vinhedo SP (Retiro Yoga Sem Fronteiras)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

sobre luas cheias e eus

De uma lua cheia a outra mudou tanto lá
e aqui?
Encheu
Esvaziou
E preenchi de mim novamente
Daquilo que mais importa
Um amor que transborda e transcende
Que não cabe mais e expande
Que não tem nome e não exige de volta
Difícil?
Difícil é não amar
O que é o amor talvez ainda não saiba
Ou esteja eternamente aprendendo
Mas não é apego, não é dor e não é desilusão
É
Sou
Somos
O eterno retorno
Em mim, em tu
Passeando, nômade, livre
Preenchido
Auto-amor  que não cabe e expande
Se perde e se acha
E o que há tempos alguns já viam e eu perguntava  - Onde?
Agora vejo em mim mesma
Me perco e me acho
Ou só relembro e volto
O eterno retorno

 
Lua cheia de outubro 2016 - Santos Zona Noroeste

Lua cheia de setembro 2016 - Guarda do Embaú - SC



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como eu perdi o medo de baratas

Eu tinha medo de baratas, aqueles de verdade, tipo pavor, incapacidade de agir autonomamente, 'eu' com mais de 30 anos toda personagem “diferentona”. 
Pensando hoje com meu intelecto atualizado (nem melhor, nem pior, só mais corajoso) não fazia o menor sentido mais aquele medo naquela altura da vida. 
E fui colocada a teste.


    Estava eu há alguns poucos anos atrás morando – sozinha – numa casa há apenas alguns dias e elas começaram a aparecer. Era uma casinha pequena simples, um tipo kitnet-casa que estava sem alugar faz tempo, tudo parado sem usar. Nos primeiro dias elas começaram a aparecer e logo descobri de onde vinham. Coloquei veneno na porta, borracha na soleira da porta e elas entravam.  Tinha uma tal caixinha de esgoto individual de frente pra cada casinha (todas coladas) bem na frente da porta da cozinha/sala/área de serviço e quando eu comecei a usar a água da casa a comunidade de baratas que habitava “minha caixinha” começou a se expandir. Mas isso eu só descobri uma semana depois quando tive a brilhante idéia de jogar veneno de onde elas saíam. E sim! Aí sim elas saíram. Começaram a sair dezenas (centenas?) de baratas na minha direção e não paravam. Entrei correndo e fechei a porta e elas começaram a entrar pelas frestras da porta e pelas janelas, que não eram nada vedadas. Elas ficaram entrando por alguns minutos que não faço idéia de quantos, pareceram horas... Eu comecei a dar vassourada, jatos de veneno, impedir que elas subissem pro quarto, no mínimo! Fiz uma máscara com a minha camisa, com uma vassoura numa mão, a lata na outra e colocando papel e passando fita crepe em todas as frestas das portas e janelas. Enfrentei a batalha. Gritando e chorando, totalmente descontrolada, mas agindo. Elas não iriam me tirar da minha casa sozinha de madrugada no centrão de Suzano. 
No medo e Agindo.
Na não inércia que pode ser causada pelo enfrentamento extremo do medo. Instinto. Memória ancestral.

Às vezes é preciso mergulhar de corpo, mente e coração na experiência que mais se evita.

Na que se tem medo e não se quer encarar.

Acontece pelo menos pra tipos como eu que aprende no fogo e ensina no ar. Deve ser-vir para outros seres também. Eu expandido, somos.

Doer pra sentir que os opostos vão te empurrar de um lado ao outro, que a dualidade vai te testar (tentar?).

Que a libertação do medo seja ampliadora de espaço/consciência.

Eu nunca fui simpática ao mundo que se fica a própria sorte.

Que mais pessoas possam se expandir na dor, no amor, sem medos.

Autonomamente.


Até que todas as pessoas sejam livres.

Palhoça - SC

 
Montanha Encantada / Garopaba - SC

Montanha  Encantada / Garopaba - SC

Montanha Encantada / Garopaba - SC

 
Montanha Encantada / Garopaba - SC

 
Montanha Encantada / Garopaba - SC

 
Praia da Silveira - Garopaba - SC

segunda-feira, 27 de junho de 2016



coloca a música certa
não a que ativa a memória e o pensamento
concentra, se alimenta, medita, pratica
mantra, tantra
deixa o prana entrar
o impuro sair
pranayama
mas que sedutor
rajas
nyama pra se empenhar com mais atenção
tapas
elas, minhas e não deles
paixões
aquelas que surgem, ressurgem, alimentam (intoxicam?)
e vivem no mais sutil além da comunicação verbal e virtual

Flor de Lótus - Cunha-SP