segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Clima Nietzscheniano de fim de ano! Vídeo discovery da Marcela (Amazônia - AM)

a gente (algumas gentes quer dizer) tenta fugir das clichezadas de fim de ano, mas poucas gentes conseguem
eu de novo (vide post de fim de ano do ano passado) estou aqui numa crisezinha chata de de fim de ano, querendo abandonar tudo, de saco cheio de pessoas chatas, intolerantes e burras, repensando coisas e querendo mudanças
a diferença entre mim e algumas pessoas mais comuns e que eu não fico só querendo
de vez em quando eu faço "uma merda" na vida pessoal e de vez em quando na vida profissional
entre aspas porque quando faço todo mundo acha que fiz merda e até eu mesma no começo, mas depois é isso mesmo, eu arco com minhas escolhas
arrependimento é para os tolos e a vergonha e a culpa são para os idiotas
e eu em meu momento nietzscheniano encerro meus posts de 2010 assim:

"O que nos torna heróicos? - Ir ao mesmo tempo para além da sua maior dor e da sua maior esperança.
Em que tens fé? - Nisto: em que é necessário determinar de novo o peso de todas as coisas.
O que diz a tua consciência? - Deves transformar-te no homens que és.
Onde se encontra o teu maior perigo? - Na piedade.
O que amas nos outros? - As minhas esperanças.
A quem chamas mau? - Àquele que quer envergonhar sempre.
Que encontras de mais humano? - Poupar a verdade a alguém.
Qual é a marca da liberdade realizada? - Não mais corar de si próprio."

A Gaia Ciência, livro III, 286-75

e até 2011, eu agora quero saber de diversão,
hoje, amanhã e até o fim desse ano eu sei que é isso que eu quero! depois...

video

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Alter do Chão - PA (foto por Marcela Mattos)


eu vi o céu mais lindo da minha vida nesse lugar
de noite eu vi o céu estrelado mais lindo do mundo deitada na areia e olha que já coleciono bonitos céus!
uma cidade longe de toda aquela luz que atrapalha a visão dessa maravilha
acho que qualquer dia eu me encho de verdade dessas cidades grandes e cheias de luzes e mudo pra um lugar assim
espero que meus amigos me visitem, porque às vezes estou de saco cheio de gente, mas sempre tem alguém com uma luzinha, uma marquinha boa de ficar perto
sempre tem aquelas que a gente vai amar pra sempre
como diz o deleuze em algum lugar que não lembro mais e não acho mais (algo assim):

"o dia que eu não for mais capaz de amar algumas pessoas e coisas (não muitas) estarei morto, mortificado"

qualquer dia acho que não volto... sempre falo isso, um dia acho que chega, ainda sou (mais ou menos) jovem e com energia pra algumas coisas
acho que o que ainda me faz resistir na profissão, que sei lá que raio caiu na minha cabeça pra escolher, é gostar de gente, não sempre, não todas mas...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Noite na selva Amazônica - em algum lugar do Amazonas


Hoje acordei com uma vontade poliânica, uma vontade de ver as coisas de uma forma boa, de valorizar o que é bom na minha vida e ficar o dia lembrando dos bons momentos que passei nessa vida e nos últimos anos, meses e dias.
Aí, agora escrevendo percebi que não tenho inspiração quando estou bem, assim como quando estou mal. Acho que minha sina e ficar nesse meio, nessa coisa meio cá meio lá, meio melancólica meio alegre, meio Joy Division meio Rancid. Não sei como tenho tantos amigos e tanta gente que gosta de mim. Sou bem chata com essa personalidade dicotômica.
Então vou lembrar de um dia legal:
Noite na selva (algum dia de setembro de 2010)
Passar uma noite na selva foi algo que já foi na minha cabeça queiria fazer quando fosse pra Amazônia. Meus amigos me acompanharam na idéia, uns gostando mais e outros menos. Demos muita sorte em encontrar um lugar legal e com preço bom pra fazer esse rolê. Na verdade não foi só sorte, a gente pesquisou e quando conheceu um povo que bateu a empatia fomos! E era longe viu? Fomos primeiro pra um município chamado Careiro, que pra cehgar lá fomos até o porto e pegamos um barco. Lá pegamos uma van e percorremos um bom caminho, uma hora mais ou menos, chegamos em um outro lugar e pegamos outro barco e mais uma hora ou mais de rabeca. Chegamos num hotel de selva, comemos um rango maravilhoso, descansamos um pouco e partimos com nosso querido guia o "Branco".
Nós no barco de novo, no meio do caminho simplesmente paramos para ver os botos. Muitos! Incrível! Eu fiquei emocionada, lindos, o rosa, o tucuxi. E mergulhamos lá mesmo onde eles estavam, uma água maravilhosa de nadar e eles de longe só sacando a gente.
Chegando sei lá onde (longe) paramos o barco e andamos uma pequena trilha pra chegarmos onde iríamos dormir, em redes!
Nosso guia era o máximo, seu jeito tímido, simples e que estava em casa no meio da floresta nos cativou. Ele entendeu nosso ritmo e nossas vontades e colocou como parte do programa o pôr e o nascer do sol, a gente voltava pro barco e ia pra água pra assistir... Sensacional!
Esse da foto foi o pôr do sol.
Bom, acho que cada um sentiu coisas diferentes naquela noite, aprendemos muita coisa sobre a Amazônia, sobre se virar na selva, sobre acampar (e olha que já havia acampado muito na vida), o vagalume gigante laranja é lindo. A lua estava cheia pra completar o clima. Mas algo que nunca vou esquecer são os sons da floresta a noite. Um barulhão, um barulho vivo, sons que dificilmente ouvimos puramente. Acho que durmi pouco, fiquei em transe, abria os olhos e via a copa das árvores láaaaaaa em cima, a luz da lua e ouvia aquela sonzeira. Durmi pouco, mas acordei renovada, assistimos o nascer do sol, fizemos uma caminhada na selva (aprendendo mais e mais) e depois voltamos.
Não dá pra negar as saudades de uma água gelada e não vou mentir que voltando pro hotel de selva pedi uma coca gelada, mas só eu sei o quanto foi especial pra mim e quanto consegui pensar e me curar naquele dia...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Trindade - RJ (2008)


A gente nunca mais é a mesma depois de tomar um açaí em Belém ou comer um acarajé na Bahia, de ver a nascente do rio São Francisco em Minas ou de ver praias tão lindas como as de Ilha Grande, Floripa, Trindade e outras ou ainda de assistir os botos em plena natureza na Amazônia ou de ver o morro dos três irmãos na Chapada Diamantina.

A gente nunca mais é a mesma depois de ver um sonho morrer, um amor partir, um amigo te esquecer, uma idéia passar.

A gente envelhece com a tristeza que nunca sentiremos algumas coisas novamente.

Ainda bem que algumas coisas são tão boas de sentir que valem a pena seguir vivendo (não apenas sobrevivendo) e sentindo, sentindo e sentindo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alter do Chão - PA (foto por Fernanda Luz)

Quando você chega a conclusão de que por melhor que faça, seja como faça, o quanto se esforce, algumas coisas não mudam, algumas coisas existem para não funcionar. Quando se chega a essa conclusão sobre algo que se anda fazendo e que anda te fazendo mal, o que se sente?
Um certo alívio porque se tira um peso que não é seu, uma certa tranquilidade porque se sabe que não foram por erros seus que as coisas não têm funcionado, uma certa paz por poder fazer mais coisas só por si mesma sem se sentir egoísta.
Mas uma certa tristeza também. Não ligo para o sentimento de "não importância" das coisas que faço ou de mim mesma. Mas é triste pensar que algumas coisas não vão mudar, não têm jeito. É triste ver pessoas boas acreditando e você achando que não vai mudar, é triste perceber que não adianta ficar doente, brigar com todo mundo, pois toda essa engrenagem foi feita pra confundir alguns e passar um pano em toda a merda.
É claro que não vou deixar de ser aquela chata, questionadora, que perturba, confunde todo mundo, fala algumas coisas sem sentido pra chegar em algum lugar. Não vou! Nem que eu quisesse. Mas também não quero me acabar e achar que é possível fazer um equipamento do estado funcionar bem e ser pleno em seus atendimentos, conseguir fazer um planejamento (e este ser respeitado), entre outras mil coisas que nunca vão funcionar. Não quero ficar doente como essa máquina louca...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Viagem de barco Manaus/AM - Santarém/PA



Ressucitando o fotolog, depois de muitas pequenas viagens e uma grande viagem à Amazônia, que também ressucitou minha alma, sem muita inspiração pra escrever alguns textos estranhos que poucos mais importantes gostam, irei falar de minha viagem de barco "Manaus-Santarém" principalmente por um motivo simples e importante.
Logo que pensei em fazer essa viagem de barco dentro de minha viagem à Amazônia comecei a pesquisar na internet sobre tal e encontrei muito pouca coisa, algumas legais, mas desatualizadas. Então pensei em escrever algo, vamos lá:
A viagem de Manaus para Santarém demora cerca de dois dias nesse sentido (Manaus-Belém), pois ao contrário demora mais devido a correnteza do rio. É fácil encontrar informações sobre os barcos que fazem essa viagem, pelo porto, no albergue... O preço varia de $60 a $80 (depende do dia da semana, do barco e da pechincha). Você pode levar sua rede ou comprar por lá. Fomos informados que o barco que pegamos era um dos melhores (Anna Karoline II). Era um barco bom, muito grande, cerca de 500 pessoas. Porém, 90% do que o cara que nos vendeu a passagem falou era mentira, a comida não era variada, só tinha uma opção (meio tosca), era um pouco mais cara do que ele tinha falado, entre outras mentirinhas básicas... Ele tinha falado que iríamos no ar condicionado e essa foi uma mentira boa, porque não fomos e foi muito melhor, o povo do ar condicionado fica no andar do meio, todo cercado de janelas, tudo fechado, muito ruim. Aliás, venta bastante e dá pra aguentar o calor, ainda mais se você ficou em Manaus uns dias (nunca mais vai achar os lugares tão quentes qto antes). As redes são bem pertinho uma da outra, os banheiros são muito quentes e só ficam limpos no primeiro dia. No barco, a grande absoluta maioria é do povo da região utilizando o barco como transporte, turistas são poucos. Toca tecnobrega o dia todo bem alto, o dia todo meeeeesmo, acho que só pára bem tarde (nem lembro, até abstraí e não ouvia mais). Tinha ouvido falar que era recomendado levar suas própria água e comida, mas na euforia não levamos nada e todo mundo do barco estava bebendo a água do barco (aqueles galões de 20 l duvidosos), então achei que tudo bem. Engano meu! Passei bem mal no terceiro dia, uma baita dor de barriga por dois dias. Porém, teve gente que bebeu da mesma água e não aconteceu nada... Talvez seja melhor se prevenir. Passar mal em Alter do Chão é passar mal no paraíso, mas ainda assim não é legal. Bom, acho que chega dos contras, vamos aos prós: É um spa para o corpo e para a alma, você fica o tempo todo vendo paisangens lindas, bem parecidas, mas sempre que você presta atenção vê como é lindo! O pôr e o nascer do sol são incríveis, é bonito demias ver o céu estrelado a noite na parte de cima do barco. É muito interessante ver o povo entrando e saindo, conhecer pessoas de Parintins e das outras cidades da região. É muito bom dormir na rede, descansar na rede, conversar na rede. Não sei exatamente os motivos objetivos, mas é uma experiência muito boa. No final vale total a pena!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ilha da Penha - BA


Acho que a vida toda a gente ainda vai ficar se surpreendendo e vendo em nós mesmos novas formas de ver e sentir as coisas.
E isso é bom?
Não é só bom.
Você acha que amadureceu, que aprendeu e de repente está lá naquele lugar perdido de novo, onde niguém te entende e pior... nem você mesmo se entende!
Será que isso não tem fim mesmo?
Passam anos e de novo você sem saber o que fazer, sem saber nem explicar para os outros seus novos dilemas, sem conseguir se ajudar e nem pedir ajuda...
Já me perguntei várias vezes isso, mas aonde foi que me perdi e virei uma pessoa tão pouco concreta e racional? Por que fui ir tão mal em exatas e me apaixonar por literatura e depois filosofia e psicologia?
Sei lá, quem me dera ter ido por outro caminho,
Mas quem sabe disso quando se é criança?