segunda-feira, 10 de junho de 2013

aos queridos pacientes e impacientes


Atravesse-me desejo pulsante!
E crie um novo eu...
Este se encontra cansado,
Mas acredito que não morreu.
Deixe restar um pouco!
Pra que eu ainda me reconheça,
Não daqui a pouco ou depois,
Mas antes que amanheça.
Porque ao pôr do sol,
Tenho medo que tudo de novo aconteça...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Despatriada...


Continuemos propagando intolerância e ódio e quem sabe um dia chegaremos aos pés dos admiráveis Estados Unidos da América,
Quem sabe um dia você sendo pobre não tome uma bala na nuca da polícia ou você tendo um celular de três salários mínimos não seja morto por ele,
Assim poderemos estar todos juntos ricos e pobres na rua e uma bomba explodir e matar todo mundo igualmente,
Olha que mais legal!!!
Porque a gente não se contenta em ser o 3º maior país em população carcerária - o que tem surtido ótimos efeitos não é?
Porque a gente quer ser que nem os Estados Unidos prender menores de 18, de 17, de 16, daqui a pouco mordeu o amiguinho da 1ª série já vai preso (só válido para escolas públicas especialmente de periferias),
Porque a gente quer imitar os Estados Unidos e quem sabe um dia chegar a maior população carcerária do mundo e ter mais de 1 milhão de pessoas em isolamento social (seu filhinho inocente de 1 aninho pode se tornar uma delas no futuro),
Porque a gente quer ter pena de morte (pois fingimos ou ignoramos já existir nos Carandirus e vielas da vida),
Porque aqui a gente tem duas ou mais espécies de seres humanos que devem assim ser tratados pela justiça e pela polícia separadamente (porque aqui a gente tem filho de Eike Batista e filho de “só mais um Silva”).
Se um dia eu estiver tão alienada, enxergando apenas um metro a minha frente, enlouquecida no trabalho, assistindo Datena ou entorpecida por substâncias psicoativas e assim não perceber me avisem quando isso aqui virar um Estados Unidos de verde e amarelo com futebol melhor!
Dia do Patriota Patético... 

 Mentalizando Ilha do Cardoso pra não ser muito ignorante com defensores da redução da maioridade penal...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

As pesadas paredes das prisões medievais... Palazzo Ducale Venezia



Nem sempre desistir é fraqueza,
Nem sempre pular fora é covardia.
Há uma dificuldade intrínseca e ideológica em seguir tentando,
Há uma tristeza de constatar a dificuldade de envolvimento em troca de comodidade.
Não acharei bonito quem prefere ser decidida a decidir,
Não aceitarei quem prefere votar e seguir por uma maioria que pensa em uma minoria a ter que discutir,
Quem prefere coisas prontas a construir.
Se um dia a sociedade me ensinou que ser hierarquicamente maior era ótimo e nunca concordei,
Hoje aprendi na pele que se sentir bem é melhor ainda e fundamental para lutar.
Se eu como anarquista não tentar no meu micromundo onde tentarei?


Se o fracasso vem da sua idéia de sociedade não ligo de ser uma fracassada, não ligo de ter tentado e não ter conseguido...

Hoje não me sinto uma perdedora,
Sinto que pra continuar seguindo no que eu acredito em primeiro lugar devo pensar na minha saúde mental e lembrar as velhas terapias...
Se eu não estiver bem e feliz,
Quem estará ao meu lado? Obrigada, não lhes quero...
Como pensar em si primeiro é ser egoísta se quem vive comigo todos os dias e o dia todo sou eu?
Que seja pra uma guerreira das idéias seguir (um pouco mais) mentalmente saudável,
Que seja para o meu bem...
Alívio... um pouco de tristeza... auto defesa e sigo caminhando...






terça-feira, 25 de setembro de 2012

a lua ao contrário do hemisfério norte



Um raio caiu na minha cabeça e em três dias me sentia desnorteada,
E aí vieram: o descanso mental, a Itália e um merecido sonho realizado.
E aquilo só crescia...
Mas não é fácil entender as facetas das tentativas de fuga psicometodológicas,
Não é fácil compreender o ser criado social e subjetivamente como mulher feminista, libertária e melancólica.
Mas às vezes...
Às vezes seres iluminados aparecem, seres que tem lágrimas, coração, sangue nas veias e vontades...
E não se pode fugir do corpo quando treme, do pensamento quando viaja ao encontro do outro, da respiração que dá vontade de chorar.
Não se pode fugir dos sinais, por mais cética que se seja.